O fundo nunca descoberto: entender o Canto VI, compreender ‘Os Lusíadas’


SECÇÃO: ARTIGOS

Luiza Nóbrega

Professora emérita da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Brasil.

lattes.cnpq.br/3715265520024066

luiza.nobrega @ ufrn.br

Recebido em: 03 out. 2025.

Aprovado em: 06 nov. 2025.

Publicado em: 12 dez. 2025.

Baixado vezes.
capa do n. 1

Nóbrega, Luiza (2025) O fundo nunca descoberto, Revista de Estudos Camonianos, Macau: Rede Camões na Ásia & África, 1, 1-7. https://camonianos.pt/numero-1-2025. ISSN: 3134-7223.

Resumo: Os Lusíadas, poema que é tanto épico quanto trágico-lírico, contém nodos semânticos que expressam contradicções e que, estando presentes ao longo dos dez cantos, se acham concentrados especialmente no Canto VI, onde se destaca a relação entre a água e a narrativa. Nele, a descida de Baco ao fundo do mar representa a busca por um sentido mais profundo. A compreensão desse canto é fundamental para apreciar a ambiguidade e a riqueza de significados que permeiam o poema como um todo.

Palavras-chave: água, Baco, Canto VI, consílio submarino.

Nota editorial: O título, resumo e palavras-chave são apresentados em português e em concanim.

Referências

Kristeva, Julia (1974) La révolution du langage poétique, Paris: Seuil.

Lourenço, Eduardo (1983) Camões, Poesia e Metafísica, Lisboa: Sá da Costa.

Sena, Jorge de (1970) A estrutura de ‘Os Lusíadas’ e outros estudos camonianos e da poesia peninsular do século XVI, Lisboa: Portugália Editora.

Sena, Jorge de (1980) Os sonetos de Camões e o soneto quinhentista peninsular, Lisboa: Edições 70.