Para a edição crítica das cartas de Luís de Camões


SECÇÃO: ARTIGOS

Barbara Spaggiari

Centre International d’Études Portugaises de Genève, Suíça

Academia.edu https://academia.edu/BSPAGGIARI

bspaggiari @ bluewin.ch

Recebido em: 09 nov. 2022.

Aprovado em: 12 dez. 2022.

Publicado em: 30 jul. 2026.

capa do n. extra

Citação recomendada:

SPAGGIARI, Barbara (2022) Para a edição crítica das cartas de Luís de Camões, Revista de Estudos Camonianos — Núm. Extra, «Ternate 2022», Macau: Rede Camões na Ásia & África, 15-19. https://camonianos.pt/numero-extra-2026. ISSN: 3134-7223.

Resumo: O texto analisa o corpus e a tradição editorial das cartas em prosa atribuídas a Luís de Camões, destacando que o poeta preferiu o registo em prosa e formas como as elegias a modelos de cartas versificadas formais. Durante três séculos, o corpus limitou-se a duas cartas publicadas tardiamente em 1598, mas descobertas do século XX expandiram o acervo para cinco textos redigidos na década de 1550 (três no período pré-Índia e duas no Oriente). A autora contesta a tese de Wilhelm Storck de que a Carta II teria sido escrita em Ceuta, sugerindo antes a sua origem oriental, e caracteriza essa mesma epístola como uma “carta de girões” ou prosímetro — uma composição mosaicística que mescla o registo baixo, provérbios populares, citações literárias e reflexões estoicas, pensada para circular de forma lúdica no meio sociocultural da época.

Palavras-chave: Camões, cartas em prosa, prosímetro, Wilhelm Storck, «Carta de Ceuta».

Videoatas: Uma versão em progresso deste artigo foi apresentada a 12 de março de 2022 no Congresso Internacional dos 450 Anos de ‘Os Lusíadas’, Ternate:

Referências

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