Cruzar pequenos mundos de poesia: a receção de ’Os Lusíadas’ (1572) no poema ‘Ulyssippo’ (1640) de António de Sousa de Macedo


SECÇÃO: ARTIGOS

Gil Clemente Teixeira

Universidade do Porto, Portugal

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gcteixeira @ letras.up.pt

Recebido em: 09 nov. 2022.

Aprovado em: 17 dez. 2022.

Publicado em: 30 jul. 2026.

capa do n. extra

Citação recomendada:

TEIXEIRA, Gil Clemente (2022) Cruzar pequenos mundos de poesia: a receção de ’Os Lusíadas’ (1572) no poema ‘Ulyssippo’ (1640) de António de Sousa de Macedo, Revista de Estudos Camonianos — Núm. Extra, «Ternate 2022», Macau: Rede Camões na Ásia & África, 43-56. https://camonianos.pt/numero-extra-2026. ISSN: 3134-7223.

Resumo: O jurista e diplomata portuense António de Sousa de Macedo (1606–1682), figura destacada da Restauração com vasta e erudita obra, destacou-se sobretudo pelo seu poema heroico Ulyssippo (1640), uma narrativa épica da juventude sobre a fundação de Lisboa por Ulisses. Apesar de publicado após a Ulisseia do seu parente por afinidade Gabriel Pereira de Castro, a obra recebeu grande aprovação dos censores seiscentistas e manteve uma fortuna crítica predominantemente favorável ao longo dos séculos: celebrada por bibliógrafos como Barbosa Machado, Inocêncio Francisco da Silva e por autores como Aquilino Ribeiro, a epopeia foi reeditada no século XIX e já no XX elogiada por críticos como Costa e Silva, Cabral do Nascimento (que destacou a sua sensibilidade lírica) e Hernâni Cidade (que a enquadrou no espírito de exaltação autonomista), embora tenha sofrido também algumas objeções, nomeadamente de Rosado Fernandes e de Saraiva & Lopes quanto ao seu estilo e uso de convenções do género.

Palavras-chave: Os Lusíadas, Ulyssippo, epopeia, Camões, António de Sousa de Macedo.

Videoatas: Uma versão em progresso deste artigo foi apresentada a 12 de março de 2022 no Congresso Internacional dos 450 Anos de ‘Os Lusíadas’, Ternate:

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