A ida de Camões a Macau


SECÇÃO: ARTIGOS

José Manuel Garcia

Historiador, Membro da Academia Portuguesa da História, Portugal

Academia.edu fcsh-unl.academia.edu/josegarcia

jgarcia @ sapo.pt

Recebido em: 10 jun. 2026.

Aprovado em: 27 jun. 2026.

Publicado em: 26 jul. 2026.

capa do n. 2

Citação recomendada:

GARCIA, José Manuel (2026) A ida de Camões a Macau, Revista de Estudos Camonianos 2, Macau: Rede Camões na Ásia & África, 15-18, https://camonianos.pt/numero-2-2026. ISSN: 3134-7223.

Resumo: A ida de Luís de Camões a Macau esteve pejada de controvérsias sobre datas e circunstâncias, com estudos recentes a confirmarem que a viagem ocorreu em 1562, e não em 1556, como foi erroneamente indicado por Manuel Severim de Faria. Camões foi desterrado para as Molucas em 1556, e a sua ida a Macau foi liderada por Diogo Pereira, não por Pêro Barreto Rolim. Camões partiu de Goa em abril de 1562 junto com Pereira, este último tinha sido nomeado capitão-mor dos portugueses em Macau, mas sem a função de provedor dos defuntos, cargo que foi atribuído a Camões pelo vice-rei D. Francisco Coutinho. O esclarecimento da viagem é apoiado por uma carta de Giovanni Battista de Monte, que documenta a partida de Diogo Pereira de Goa para Malaca e subsequentemente para Macau, onde chegaram em 24 de agosto de 1562, juntamente com jesuítas, desmentindo a ideia de que este grupo tenha chegado em 1563. A carta comprova a data e as circunstâncias da viagem, que são fundamentais para a compreensão do papel de Camões em Macau.

Palavras-chave: Camões em Macau, provedor dos defuntos, Diogo Pereira, Pêro Barreto Rolim, jesuítas.

Nota editorial: O título, resumo e palavras-chave são apresentados em português e em cantonês.

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